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Sejam bem-vindos ao (mais um) novo blog da cidade de Campos. Espero tornar este espaço combativo quanto têm se mostrado outros blogs da cidade, talvez uma das maiores e mais ativas rede de blogs do país.
Entretanto, o Novos Campos pretende se fazer de uma maneira um pouco diferente dos demais, com uma abordagem nova em relação a seus predecessores e, possivelmente, seus sucessores. Não, não é um blog com qualquer relação, seja de simpatia ou antipatia, com o excelente Outros Campos. Os autores deste último, sem dúvida, sujeitos muito inteligentes e atentos à realidade campista, mas também utilizadores da mesma fórmula: a análise e julgamento dos fatos mediante o princípio de que, fosse a PMCG bem gerida, e a sociedade civil beneficiada de fato pelos royalties do petróleo, estaríamos em uma outra cidade, em uma Nova Jerusalém.
Não. A situação caótica de Campos nada mais é do que a regra em todos os lugares em que o Estado detém influência sobre a maioria (quase totalidade) dos segmentos da sociedade civil; nada mais é do que a repetição do que acontece quando depositamos todas as expectativas de mudança numa instituição autoritária e débil. Com um orçamento de 1,5 bilhão de reais ao ano, tudo que nossos políticos e administradores conseguiram produzir foi uma série de escândalos com divulgação nacional e enriquecer alguns poucos que souberam muito bem como se infiltrar na elite burocrata.
Sem dúvida, se os recursos da arrecadação campista fossem empregados com eficiência e ética, a situação do município seria muito melhor. Mas contam-se nos dedos os casos de sucesso de prefeituras, estados e governos federais ricos extremamente ricos e influentes que conseguiram transferir benefícios significativos ao povo.
O caminho para o desenvolvimento de Campos, e do Brasil, passa, necessariamente, pelo fortalecimento da liberdade econômica e política e pelo predomínio da atividade empresária como verdadeira força geradora de riquezas.